Superpopulação! Superproblemas? Superproteção!
Um milhão de pessoas a mais por semana. É esse o ritmo do crescimento das cidades do mundo. Em 1950, havia 86 cidades com mais de 1 milhão de habitantes; atualmente há 400. Naquele ano, Nova York era uma megacidade solitária no planeta; hoje há 25, dois terços delas concentrados nos países em desenvolvimento.
Retrato: superpopulação, superproblemas.
São Paulo é nosso exemplo. No passado, cresceu desmesuradamente em meio a dois choques de petróleo, à crise da dívida externa e à hiperinflação. Em 1975, já ocupava o 5o lugar no ranking de cidades mais populosas. Em 2005, os favelados eram 1 em cada 5 moradores da cidade. A indústria, que gerava 40% dos postos de trabalho na capital em 1980, teve sua participação encolhida para 15% em 2004 e a tendência continua de queda.
O modelo de urbanização (ou a falta dele), com o inchaço das periferias, obrigou São Paulo a conviver com problemas gigantescos. Morar longe do trabalho, e sem contar com transporte eficiente, cria um trânsito infernal que insulta a idéia de cidade organizada. A poluição lança seguidas advertências. A violência, apesar de ter despencado, ainda assusta a população e a elite dos negócios.
Há soluções à vista, mas elas dependem da atração de capital privado e externo: pelo menos R$ 176 bilhões seriam necessários para resolver os gargalos de infra-estrutura só da capital.
Boa notícia: São Paulo vem crescendo menos de alguns anos para cá. Além: São Paulo mantém o poderio econômico, as indústrias multinacionais concentram o comando estratégico na capital, onde há tecnologia e mão-de-obra especializada.
Outro motivo de otimismo em relação ao futuro também diz respeito a São Paulo. Por concentrar uma grande população, a megalopole pode ser uma forte aliada na luta pela sustentabilidade, buscando conscientizar sua população em uma só visão: CUIDAR DO MEIO EM QUE SE VIVE!
com informações do Estadão


30 de Outubro de 2008 @ 21:04
Adorei!Isso é que é estar up to date!!!!!!!!!!!!!!!!